Como construir uma estratégia moderna de gestão de riscos de vagens de negócios
A sua empresa está equipada para fornecer apoio aos funcionários?
As viagens de negócios abrem as portas ao crescimento e ao desenvolvimento, mas, como acontece com tudo, vêm com um pequeno elemento de risco. E em 2026, com as mudanças nas alianças globais e cibercriminosos cada vez mais experientes, é mais essencial do que nunca ter uma estratégia de gestão de riscos de viagens de negócios.
Os líderes empresariais, administradores e profissionais de RH devem trabalhar em conjunto para antecipar e mitigar os riscos de viagens da atualidade, garantindo a segurança das suas equipas. Uma combinação de políticas claras e de tecnologia inteligente fornece a estrutura que mantém a coesão do seu programa de viagens para que todas as partes interessadas possam trabalhar como um só em tempos de crise.
Neste artigo, abordaremos os tipos de riscos a manter no seu radar para que possa identificar, avaliar e mitigar as ameaças potenciais de forma proativa, garantido a segurança dos funcionários durante viagens através da utilização de uma abordagem de tecnologia avançada.
Desde ciberataques a infraestruturas a desastres naturais, os viajantes de negócios da atualidade enfrentam uma variedade de riscos. E o que torna o cenário tão difícil de enfrentar em 2026 é que muitos dos riscos mais significativos estão interligados. As tensões geopolíticas entre países podem causar problemas nas cadeias de comércio e de abastecimento, criando um desafio multifacetado.
O clima extremo continuará a ser um fator de risco para os viajantes de negócios em 2026. No ano passado, assistimos a ondas de calor recordes na Grécia, devastadores incêndios em Los Angeles, inundações no Paquistão e um furacão de categoria 5 na Jamaica. Estas condições climáticas perigosas não só causam problemas nas viagens, como também criam riscos de segurança para os funcionários que podem não ter o acesso às comunicações e aos canais de apoio habituais.
A empresa de gestão de riscos de viagens International SOS identificou os maiores fatores de risco do ano no seu último relatório, "Risk Outlook 2026" (Perspetiva de Risco de 2026).
O Índice Global da Paz registou 159 conflitos estatais em 2025, mais do que em qualquer ano desde a década de 1940. Muitas vezes, ao efetuarem a gestão de riscos de viagens, as organizações concentram-se nestes pontos críticos de segurança mais visíveis.
Mas há também instabilidade interna em vários países que não convém ignorar. Por exemplo, as tensões sociais podem comprometer o planeamento de viagens se os funcionários se encontrarem presos no meio de uma multidão em protesto. É essencial entender a natureza em constante mudança deste tipo de risco, monitorizando atentamente as notícias.
Os viajantes de negócios dependem dos seus dispositivos móveis para permanecer em contacto em qualquer parte do mundo, mas isso também pode deixá-los expostos a ameaças de cibersegurança. Além disso, os intervenientes estatais e não estatais estão constantemente a encontrar novas maneiras de invadir os sistemas de TI.
Para ver os efeitos, basta olhar para exemplos como o ataque de ransomware ao provedor de TI de aviação Collins Aerospace, que causou problemas nas operações em aeroportos em toda a Europa, incluindo Londres, Berlim e Bruxelas, em setembro de 2025. Devido às suas operações digitalizadas e complexas, os aeroportos são alvos frequentes deste tipo de ataque, sendo necessária resiliência para salvaguardar a segurança dos passageiros.
As condições regulamentares estáveis são melhores para as empresas, garantindo preços previsíveis e um maior controlo sobre os custos. No entanto, a incerteza geopolítica e política mencionada anteriormente também se estende à incerteza regulamentar. As empresas enfrentam cada vez mais problemas nas cadeias de abastecimento e na circulação de talentos devido à complexidade das tarifas e sanções globais.
Estas ameaças foram identificadas pela própria rede de especialistas em segurança e saúde da International SOS, bem como por um questionário realizado a profissionais externos de saúde, segurança e risco em 94 países.
Torna-se claro que não há melhor momento para rever e atualizar as políticas da sua empresa, de modo a refletir a alteração da natureza dos riscos de viagens globais.
Outro motivo para desenvolver uma estratégia atualizada de gestão de riscos de viagens é atender aos requisitos de dever de cuidado empresarial. A responsabilidade empresarial engloba todos os fatores legais e éticos que as empresas devem considerar. Isso inclui tomar medidas razoáveis para garantir a segurança dos seus funcionários durante viagens.
Os fatores legais incluem:
Os fatores éticos incluem:
Enquanto que o escritório é um ambiente controlado e gerível, as viagens de negócios expõem os funcionários a diferente riscos que ficam fora do seu controlo. Isso inclui emergências médicas, problemas nas viagens, instabilidade geopolítica e ameaças à segurança. Com uma estrutura de gestão de riscos de viagens, estará numa melhor posição para antecipar, mitigar e prevenir esses riscos.
A integração da gestão de riscos de viagens nas suas políticas empresariais reduz os riscos de responsabilidade, melhorando simultaneamente a saúde e a segurança, a satisfação e o bem-estar dos funcionários.
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Quando se trata da gestão de riscos de viagens empresariais, é fundamental que esta se adapte à sua empresa. A melhor abordagem dependerá do tamanho, dos objetivos e dos padrões de viagem da sua empresa. Siga estes passos para adaptar os princípios gerais de gestão de riscos de viagens às necessidades da sua empresa.
Antes de explorar os pequenos detalhes da gestão de riscos de viagens empresariais, considere primeiro os padrões de viagens da sua empresa. Quando, onde e por que motivo os membros da sua equipa viajam para trabalhar? Existem rotas e destinos frequentes ou as viagens são planeadas para diferentes finalidades? Identificar os seus padrões ajudará a aperfeiçoar os seus perfis de risco.
De seguida, terá de identificar os tipos de riscos que os seus viajantes de negócios têm uma maior probabilidade de enfrentar.
Avalie os seus destinos mais frequentes, considerando fatores como a instabilidade política, a taxa de criminalidade, as diferenças culturais e o clima severo.
De seguida, crie perfis de viajante para avaliar as potenciais vulnerabilidades. Tenha em consideração os pontos de dados como a função, a experiência e as necessidades específicas.
Um programa completo de gestão de riscos de viagens empresariais não só analisará os fatores externos, como também as ameaças que podem causar problemas nas operações. Como é que os problemas nas viagens podem afetar os sistemas de TI e a cadeia de abastecimento da sua empresa?
Categorias de risco de viagens de negócios:
Depois de ter identificado os riscos mais prováveis, terá de os priorizar por ordem de probabilidade antes de seguir para a mitigação.
Depois de ter identificado os riscos gerais mais prováveis que a sua equipa pode enfrentar, é o momento de rever as suas políticas de viagens empresariais existentes. A sua política de viagens descreve as funções, as responsabilidades e os procedimentos a seguir em caso de emergência? Os seus processos estão em conformidade com as recomendações sobre viagens do governo?
Uma política eficaz fornecerá uma estrutura completa para seguir. Inclui protocolos de comunicação formais, como canais seguros e dados de contacto de emergência 24 horas por dias, 7 dias por semana. Também deve definir quais são os recursos de segurança a considerar num hotel de viagens de negócios, como cartões de acesso eletrónicos, receção 24 horas, CCTV em áreas públicas e localizações em bairros seguros.
A comunicação é um pilar central de qualquer programa de gestão de riscos de viagens, essencial para o dever de cuidado. Os funcionários nunca devem se sentir isolados, mesmo quando viajam sozinhos ou estão em localizações remotas. Quando os viajantes precisarem de assistência, como é que entrarão em contacto?
Estabeleça canais aprovados, seja através de ferramentas de mensagens populares como oWhatsApp, plataformas internas como oSlack e oTeams seja através de apps dedicadas de gestão de riscos como aRestrata e aInternational SOS.
Resiliência significa testar consistentemente esses sistemas para garantir que são sempre confiáveis. Para os funcionários que viajam para áreas remotas, considere utilizar dispositivos móveis com SIMs com serviço de roaming que possam alternar automaticamente entre redes e manter um sinal.
Com uma estrutura de comunicação em prática, o próximo passo é estabelecer a sua estrutura de gestão de crises. Escreva planos de resposta para emergências e crie modelos para cada categoria de risco, como emergências médicas, incidentes geopolíticos e desastres naturais.
Por exemplo, se um viajante de negócios tiver um problema com o voo, precisará de instruções para saber de que forma deve proceder a uma nova reserva. Mas se receber um alerta de segurança relativo a incêndios florestais nas proximidades, precisará de saber de que forma pode monitorizar as condições e sair da área rapidamente.
Dependendo do tamanho da sua empresa, pode escolher os responsáveis pela gestão de crises de cada departamento, como RH, segurança, finanças e TI, para lidar com riscos específicos. Para pequenas empresas, um único ponto de contacto pode ser mais viável. Crie modelos padrão baseados em cenários para referência para que os responsáveis pela gestão de crises conheçam os procedimentos aprovados e possam fornecer orientações rapidamente.
Com as funções atribuídas, pode seguir para a formação dos funcionários. Realize exercícios teóricos e simulações interativas destinadas a testar os planos e os tempos de resposta.
Os riscos de viagens de negócios modernas são complexos e os processos manuais já não são suficientes para acompanhar as necessidades de comunicação em tempo real. As ferramentas de gestão de riscos de viagens da atualidade utilizam a IA e a automação para centralizar as funções de segurança. Adicionalmente são integradas com ferramentas de reservas para que os utilizadores possam usufruir de uma experiência mais simples.
As características a ter em consideração numa plataforma de gestão de riscos incluem:
Considere os problemas que os viajantes de negócios enfrentam como uma oportunidade de aprendizagem. Peça feedback ou reúna-se com os viajantes para avaliar a eficácia do programa de gestão de riscos de viagens.
A elaboração e a manutenção de um programa de gestão de riscos de viagens de negócios é um processo contínuo. Conforme os riscos de viagens evoluem, as suas estratégias também devem evoluir.
Quando reserva viagens de negócios com a nossa solução gratuita de gestão de viagens, poderá integrar a mitigação de riscos diretamente em cada itinerário. Selecione acomodações de negócios em áreas seguras e voos que contornam as rotas mais arriscadas.
A nossa parceria com o Traxo permite-lhe ver um mapa em tempo real das localizações dos viajantes, para que possa fornecer assistência direcionada e comunicar de forma mais eficaz. Também colaboramos com a Internacional SOS para fornecer uma solução de gestão de riscos de viagens. Terá acesso a assistência médica e de segurança 24 horas por dia, 7 dias por semana, juntamente com informações em tempo real para manter as suas equipas que estão em viagem em segurança, onde quer que estejam.
Booking.com Business é o meu “melhor assistente” na organização de viagens da empresa. As melhores funcionalidades são a gestão de pessoas, o controlo de orçamentos e a grande variedade de propriedades com os melhores preços e condições.
Enquanto que alguns riscos são óbvios, como o clima severo, outros são mais subtis, como a desinformação online e a tensão geopolítica subjacente. Os planos de gestão de risco mais sólidos terão em consideração todas as ameaças, quer sejam visíveis ou invisíveis.
Ao categorizar os riscos, utilizar respostas baseadas em cenários e utilizar canais de comunicação centralizados, será capaz de construir um plano de gestão de riscos de viagens de negócios ágil e proativo. Quando os planos mudam inesperadamente, os viajantes de negócios terão as ferramentas necessárias para aceder a apoio sem problemas.
O planeamento de continuidade dos negócios descreve o que a sua empresa deve fazer quando é confrontada com eventos críticos. O objetivo de um plano de continuidade é minimizar os tempos de inatividade e recuperar os serviços online, e a gestão de riscos de viagens pode ajudar com o planeamento proativo e com as avaliações regulares de riscos que poderão ter impacto no seu negócio.
A ISO 31030:2021 é a norma global para a gestão de riscos de viagens. Foi concebida para fornecer uma estrutura para as organizações interessadas em gerir os riscos de viagens de negócios, com orientações dedicadas a políticas, desenvolvimento de programas, identificação de ameaças e perigos, oportunidades e estratégias de mitigação.
As soluções de gestão de riscos de viagens, como a SOS Internacional e a World Travel Protection, fornecem alertas de ameaças ao vivo, acompanhamento de viajantes, avaliações pré-viagem e monitorização de riscos em tempo real. Ao mesmo tempo, as ferramentas baseadas em dados como a Riskline fornecem alertas atuais sobre tudo, desde protestos até atrasos no aeroporto, para manter a sua equipa informada.
É essencial ter em mente e dominar plenamente os princípios da gestão de riscos em viagens
Avaliar riscos em viagens de negócios é essencial para a segurança.